encaixa baby, encaixa

Da representação de todas nós, pessoas do sexo feminino, resta ainda muito para discutir e fazer.

Recentemente enviaram-me este artigo com infografias super bem-conseguidas em que demonstravam a representação da cor de pele nas capas da Vogue ao longo de diversas décadas.

Um dos principios do Design é a sua universalidade, acima de ser ‘inclusivo’, precisa de ser passível de ser usado por todos os indíviduos. O Design tem de, idealmente, ser pensado como universal – ou seja, servir ao maior espectro de utilizadores possível e não apenas às maiorias.

Assim deveria ser pensada a publicidade e a representação de produtos de um modo ‘aspiracional’ – os desfiles, as campanhas e até mesmo o que se come pelos olhos (mesmo sem querer) nas redes sociais.O que seria bem feito era que todas as meninas e mulheres se revissem nos exemplos que vêm, que se sentissem representadas – idade, cor de pele, de cabelo, peso, altura e condição física.

A Aerie tem tentado fazer isto nas suas campanhas, tal como a Dove nas campanhas pela beleza real. Mas por vezes não deixo de sentir que a imagem em algumas dessas campanhas é cuidada demais.
Uma mulher normal ou comum, como eu e como vocês certamente serão, tem depilações por fazer, peso não-ideal, celulite, manchas na cara de uma vida bem vivida ou de algum golpe de sol, tem sobrancelhas por fazer e nem sempre se maquilha.
É como se me vendessem a ideia de que eu não estou sempre no meu melhor e me lembrassem que, eventualmente, eu não faço parte do grupo.

Alguns movimentos como o #banphotoshop #nofilter ou  #nomakeup, celebrizados por figuras públicas, têm vindo a mostrar mais desta ‘verdade’ e fomentado a universalidade de representação. Têm sobretudo feito as audiências reflectirem sobre a aceitação, sobre não se sentirem excluídas, sobre entenderem que são mais do que as suas imagens e que se falarem e se mostrarem como são na realidade, poderão provocar mais consciência e mais aceitação para outras mulheres.

Mas a solução não estará nas regras ou em banir seja o que for, como diz melhor que eu a Ama Scriver:

‘If more brands could showcase the idea that self-worth is not determined by appearance, the numbers on a scale, or the color of your skin, and if we could all play a part in stopping the cycle of fitting into a mold and instead encourage everyone to embrace imperfections and messiness from the inside out, then we might start seeing beauty not only in what’s not Photoshopped but in unique expressions everywhere.’

Mas quantas de nós não usamos ainda aquele filtro com mais luz nas nossas selfies? Mea-culpa. Mea grande culpa.

C: Graziela Sousa
instagram.com/agraziela

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