Concertos a solo.

Perdida entre caixotes e armários desmontados e a memorabilia carregada de 36 outonos, faço uma pausa para expressar aqui, entre vós, o meu mais que sentido respeito às mães a solo. Eu sei que conseguem, já o vi acontecer algumas vezes, mas não sei como. Mesmo com toda uma aldeia em roda, para mim são heroínas. Ou heróis, porque também haverá pais a solo, não esqueçamos isso. E criar os bichinhos pequeninos sem uma mama ao peito… Ui ui.
Sou mãe de uma cria de oito meses, e há 17 que todos os dias agradeço ter a minha pessoa comigo. Sem ele, não sei como faria isto, e atente-se que a minha filha é adorável: nunca deu a mínima chatice até agora, não teve cólicas, nem dores com os primeiros dentitos nem nada e está quase sempre bem disposta. Uma criaturinha, portanto – tendo em conta todas as histórias que ouvimos acerca das criaturinhas dos outros -, fácil. E todos os dias penso nos meus, na minha aldeia, e como alguns entre eles representam, hoje, para esta minha versão de mãe, o epíteto do sobrehumano. Props, pais a solo! Que o vosso (des)concerto esteja sempre cheio de público quente e amigo, vocês certamente o merecem. E agora volto às minhas caixas, que tenho de arrumar a vida antes do Natal. Boas festas!

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