Chegar lá ou estar a caminho?

Prometeram-me que bastava fazer tudo bem, andar adiante com uma carreira. Arranjar um namoro. Viver junto. Viver bem financeiramente. E teria alguma concretização. Estaria ‘bem’.

Passaram-se uns anos desde que me licenciei e nem parei de estudar, nem estabilizei num sítio. Ao contrário, tive relações que não resultaram, tenho alguns trabalhos e continuo a pensar por vezes que ainda não estou ‘bem’. Whatever that means!

Num dos nossos chats recentes [a palavra F tem sido também um grupo de suporte de mulheres com várias sortes de fibra, que se encontram na internet para falar e dar força umas às outras], eu e a Paula partilhámos há uns dias os nossos medos e frustrações. Na realidade, eu só penso que não cheguei lá (ainda) porque tenho essa fibra, porque quem vê de fora pode, eventualmente, ver-me como alguém melhor e maior do que eu me percepciono.

Vivemos muito tempo a responder a standards que criaram para nós, que nos incutiram debaixo da pele, achando que nos serviriam como guias ou metas para chegarmos a um bom porto. Mas hoje que penso nisto, e hoje que estou aqui neste sítio: bem ou mal, é o meu sítio. E há 10 anos eu não sonharia ter chegado aqui.

Então mudei de mote. Agora sou eu que construo a minha escada. E sou eu que digo para onde vou a seguir.

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Photo by Max Ostrozhinskiy on Unsplash

 

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